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Poetry vs PIP: vale a pena mudar a forma como você gerencia pacotes no Python?

Postado por Eduardo Marques em 03/10/2025
Poetry vs PIP: vale a pena mudar a forma como você gerencia pacotes no Python?

Quem desenvolve em Python já se acostumou a usar o pip para instalar pacotes e o venv para criar ambientes virtuais. É simples, funciona e está em todo lugar. Mas nos últimos anos surgiu o Poetry, uma ferramenta que vai além da simples instalação de bibliotecas: ele promete gerenciar dependências, ambientes virtuais e até empacotar e publicar projetos de forma integrada.

A grande dúvida é: vale a pena trocar o tradicional pip pelo Poetry?


O modelo tradicional: PIP + Venv


O pip é o gerenciador de pacotes padrão do Python. Ele baixa pacotes do PyPI e os instala no ambiente ativo. Normalmente, usamos em conjunto com o venv, que cria ambientes virtuais isolados.

Um fluxo comum seria:

python -m venv venv

source venv/bin/activate  (ou venv\Scripts\activate no Windows)

pip install requests

pip freeze > requirements.txt

Pontos fortes:

• É o padrão oficial do Python.

• Funciona em qualquer lugar.

• Simples de entender.

Mas tem desvantagens:

• Não gerencia versões de pacotes de forma tão inteligente.

• O arquivo requirements.txt pode ficar bagunçado com dependências indiretas.

• Não tem recursos nativos para empacotamento e publicação de bibliotecas.

O modelo moderno: Poetry

O Poetry surgiu como uma alternativa mais completa. Ele usa um arquivo chamado pyproject.toml para centralizar informações do projeto, incluindo dependências, versão do Python, metadados e até instruções de build.

Exemplo de inicialização de um projeto com Poetry:

poetry init

Ele gera o pyproject.toml. Para adicionar pacotes:

poetry add requests

Isso já cria ou atualiza um arquivo chamado poetry.lock, que garante que todos que instalarem o projeto usem exatamente as mesmas versões de dependências.

Vantagens:

• Gerenciamento de dependências mais consistente.

• Criação automática de ambientes virtuais.

• Arquivo de configuração central (pyproject.toml) mais organizado que requirements.txt.

• Suporte nativo para publicação no PyPI.

Desvantagens:

• Pode ser mais lento em alguns processos comparado ao pip.

• É uma dependência extra — precisa instalar o Poetry.

• Alguns ambientes (como servidores minimalistas) ainda são mais amigáveis ao pip tradicional.

Comparativo rápido
 

Características  pip + venv Poetry
Gerenciamento de pacotes Sim (básico) Sim (avança do com lockfile)
Ambientes virtuais venv (manual) Automático 
Arquivo de config requirements.txt pyproject.toml + poetry.lock
Publicação no PyPI Manual Automático (nativo)
Popularidade Muito difundido Crescendo rápido 
Aprendizado inicial Mais fácil  Requer curva de aprendizado

Onde cada um se encaixa?

Pip + venv ainda é ótimo para scripts rápidos, projetos pequenos e ambientes em que você precisa de algo leve e universal.

Poetry brilha em projetos médios e grandes, principalmente quando você precisa garantir consistência entre times, automatizar publicação de pacotes e ter um fluxo mais robusto.

O pip não vai desaparecer tão cedo — afinal, ele é o alicerce de tudo. Mas o Poetry está se consolidando como uma solução moderna e prática para quem precisa de mais controle e organização.

Se você está começando um projeto que vai crescer, vale a pena experimentar o Poetry. Se a ideia é algo simples e rápido, o bom e velho pip com venv ainda dá conta do recado.

No fim, o importante é conhecer as ferramentas e escolher a que mais se adapta ao contexto do seu projeto.

E você, já testou o Poetry? Está usando no lugar do pip ou ainda prefere o modelo tradicional?
 

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